ACTIVIDADES DA ALDEIA
First post in portuguese...
... to tell people at home about some great opportunities for activities in the interior of Portugal, organized by an NGO called Aldeia (www.aldeia.org)...
The next post will be entirely dedicated to the lands of the Douro river, in the interior of Portugal, where I passed some of the most amazing days watching raptors!
Now in portuguese...
Aproveito o meu blog para deixar umas sugestões para os vossos tempos livres. A Associação Aldeia (www.aldeia.org) está a organizar um conjunto de actividades muito variadas, que vão desde a conservação da natureza, festivais de música e artes tradicionais, até à recuperação de aldeias abandonadas. Tudo vale a pena, e ainda por cima na paisagem dos Trás-os-Montes!
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| 8 e 9 de Julho de 2006 |
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| Expedição: Líquenes do Rio Sabor |
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Apresentação
Os líquenes são organismos fantásticos que resultam da simbiose entre um fungo e uma ou mais algas ou cianobactérias. Num só líquen podem viver representantes de três reinos, dos seis em que estão representados os organismos vivos.
Apesar não ser conhecido o uso de líquenes na cultura popular portuguesa, eles foram utilizados noutros países por se acreditar que tinham propriedades farmacológicas ou como complemento alimentar ou para o fabrico de tintas.
De facto,ainda nos dias de hoje as aplicações mais importantes dos líquenes ao nível industrial são a perfumaria e a farmacêutica, pois em algumas espécies foram encontradas substâncias que fixam os odores dos perfumes e noutras encontraram-se substâncias com propriedades antibióticas, antivirais, antinflamatórias e até antitumorais. Podem também ser utilizados para obter tintas naturais (que não danificam as fibras naturais), em culinária quer como alimento ou como aromatizantes e em decoração.
A sua importância ao nível ambiental deriva de serem uma importante fonte de alimento para animais ruminantes de zonas árcticas, por alguns deles fixarem azoto atmosférico e por servirem de abrigo e alimento a várias espécies de invertebrados. As suas qualidades não se ficam por aqui, sendo actualmente utilizados em estudos de datação de glaciares, de continuidade ecológica de florestas e de avaliação da deposição da poluição atmosférica, razão pela qual são mais conhecidos hoje em dia.
Venha com a ALDEIA conhecer um pouco do maravilhoso mundo dos líquenes, nos fabulosos cenários naturais do Rio Sabor!
Apresentação
O festival visa uma passagem directa daquilo que são músicas tradicionais e técnicas instrumentais, contidas nos repertórios com influência nos autores ancestrais do mundo rural para os musicos mais recentes e publico em geral, de modo a que possam prepetuar a tradição musical e cultural de várias regiões transfronteiriças.
Com este projecto pretende-se dinamizar a actividade cultural no interior de Portugal, em particular numa região onde as iniciativas culturais não abundam. Para esse efeito pretende-se testar a eficácia em termos de mudança de comportamentos e conceitos no que respeita à abordagem integrada e multidisciplinar da Diversidade Musical e Cultural, junto dos jovens da região e de outros locais do país, mas também, e principalmente, das comunidades locais no seu conjunto. Pretende-se desta forma desenvolver e consolidar práticas de interacção com o meio em que o projecto vai ser desenvolvido, com perspectivas de continuidade futura nos anos que se seguem.
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| 22 a 24 de Setembro de 2006 |
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| I Jornadas Ibéricas de Recuperação de Aldeias Abandonadas |
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Apresentação
A aldeia não é apenas um espaço físico. É sobretudo um espaço social que revela um modo de vida singular, um sistema ecológico de vida. Na Sociedade que conhecemos observamos os resultados de fortes convulsões sociais, politicas, económicas e tecnológicas que tiveram lugar principalmente na segunda metade do século passado. O resultado é um Rural sem território, aldeias que já não são aldeias onde já não se distingue o rural do urbano, devido a conformações sociais e económicas difusas e a uma uniformização das pautas de comportamento causadas por uma interdependência cada vez maior do sistema económico global. A cultura tradicional dissolveu-se na cultura hegemónica global.
A ideia de uma aldeia como uma comunidade pequena, isolada, homogénea, com forte sentido de solidariedade de grupo, é hoje apenas um mito. Algumas aldeias urbanizam-se, outras despovoam-se e outras agonizam devido ao que se denomina efeito-idade. Efectivamente, muitos dos habitantes das aldeias do interior português tem cinquenta ou mais anos e grande parte não tem descendentes que queiram viver nas mesmas.
A grande questão transversal a esta proposta de Jornadas, é a tentativa de desvelar um futuro para estas estruturas abandonadas ou semi-abandonadas constituintes da paisagem rural ibérica. Um futuro que evite uma certa romantização nostálgica do modo de vida rural, tendo presente a complexidade do modo de vida moderno com as dimensões negativas e positivas inerentes. Apesar do rural estar muito conotado com o agrário assistimos actualmente a uma nova transformação da sociedade rural, certas migrações da cidade ao campo que contribuem para diversificar as bases socioculturais e os centros de interesse. Mas será possível viver de forma ecológica nestes espaços em pleno século XXI? Será possível desenvolver de novo uma sociabilidade comunitária, um modo de estar no mundo colectivo, muito especifico e particular? Poderemos retomar a multidisciplinaridade dos habitantes das aldeias de antigamente, gente que eram verdadeiros artesãos, artistas capazes de realizar com perícia múltiplas actividades, gente cheia de engenho e imaginação face a unidimensionalidade do trabalhador dos nossos dias, que não sabe fazer mais que uma ou talvez duas coisas?
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Num próximo post vou-vos contar histórias do Parque do Douro Internacional e do Curso de Identificação de Aves de Rapina que fiz com a Aldeia!





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